Desespero, espero, desapareça.

Há um tempo já que não nos vemos. Talvez nesse mesmo tempo, sequer tenhamos pensado um no outro. Mentira. Uma ou outra vez, pensei sim.
O porém é o hoje em dia.

E nessa ânsia do buscar e querer te ver*, sigo minha sina da não-paciência, diária, constante, por vezes até vibrante (dependendo do nível de cafeína no sangue).
Torço pra que, no cruzar de nossos olhares, na eletricidade de um abraço, na ofegação do respirar perto, no descompassar das batidas do coração, antes de um talvez momento derradeiro, se quebre a cúpula de vidro que me cerca.

Sendo egoísta ao desejar tanta coisa para mim, às tuas custas, me bate uma culpa. Sublime, de fato, mas ainda assim, presente.

Qual culpa?

A de tanto querer nossas línguas entrelaçadas.

*querer-te, também, e principalmente, se aplica ali

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