A tal da ligação.

Meu aniversário foi ontem, dia 25/02. Essa madrugada, de 26/02 se arrasta sem paz pela minha necessidade desse texto, apesar de ter que acordar às 06:20.
“São quase duas eu vou me ferrar.”
Mas as palavras são mais fortes que eu. Ou eu sucumbo a elas. Nesse cabo de guerra, minha mão me traiu e foi pro time adversário, me deixando sem reação e sem alternativa. Então cedo à necessidade.
Mais um ano se passou. Mais uma ligação que não veio. De todos que eu poderia falar sobre, procurei um passado magoado para faze-lo . Doeu, pelas duas situações. Mas uma sempre vai doer. A outra, um dia vou me habituar. Qual delas, eu não mais sei.
É complicado, esperar, esperar, esperar e não ter um sinal. Fico impaciente olhando o celular o dia todo, bem mais que o habitual, esperando um oi.
Nem um oi. Se eu pudesse só ouvir um “E juízo, hein…” Ficaria satisfeito. Só te ouvir uma vez por ano.
Não consigo não chorar, é sempre mais forte que eu. Acho que já sei qual a dor que nunca se vai.
Hoje me deu vontade de guardar o primeiro pedaço de bolo pra você, mas a timidez foi mais forte. Sábado, quando eu de fato comemorar, farei isso.
Hoje foi nostalgia te querer uma vez mais comigo, como foram nos últimos dois anos.
Saudade que não coube no peito, se formou em palavras e se condensou em lágrimas.
Que se dane a prova amanhã, essa prece é mais importante. Até porque parece que era você quem queria me ler. Sei que está comigo o tempo todo, mesmo sem eu poder te ver.
Que meu eu te amo nunca dito, seja um amém.
Obrigado por mais um ano, meu padrinho.

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