Se teve saudades?

Lá estava ele, em pé, na sala de inverno imaginaria da casa. Enquanto terminava de arrumar a mala de quase todos os dias da semana, estava tranquilo, sem preocupações ou pensamentos.
Mas aí chegou a hora fatídica. Colocou a camisa, se olhou no pequeno espelho, e instantaneamente se lembrou dela.
Revisitou a primeira vez que se encontraram e o quão confuso havia sido. Se lembrou de tudo o que fizera, quanta ajuda dera, além do normal.
Quando com ela, sempre fora mais do que precisava, mas gostava, para passar o tempo.
Ah, todos os cafés que tomou, as fotos que tirou, as histórias que ouviu e contou.
Foram meses maravilhosos aqueles que passaram juntos. Mas curtos. Interrompidos abruptamente por uma tragédia.
Ele ficou bem mal por um tempo, pois começava a fazer planos maiores graças à ela. Quando pensou nos planos é que rememorou algo que só ela proporcionava: Paz. Reflexão. Calmaria interna.
Mas, novamente, mais rancor que saudades estavam presentes, por não acreditar em como terminaram.
Se teve saudades? Ele até às vezes acha que tem.
Ele que era/é eu, lembrava nessa manhã-madrugada gelada de sua última empresa offshore.

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