Sofá-cama

Do sofá à cama, o trajeto, que inclui um banho, é feito lentamente, pensativo, pausadamente, mesmo que o tamanho da casa não o permita.
Aquele passo pesado, cansado, hesitante até, carrega o fardo de um dia inteiro de trabalho intenso, talvez estressante, talvez interessante.
Ora esquerdo, ora direito, hora que passa, hora que voa, ora que melhora, se não, piora.
Muita informação num momento que tudo isso deveria estar pronto pra sair da cabeça. Mas é tanto acontecendo ao mesmo que entra num ouvido, não sai no outro. Vira pensamento na água que incomoda porque tá quente. Agora é porque ficou gelada já que o disjuntor desarmou. A toalha pesa pra se secar, enquanto põe a peça de roupa.
Embora o cabelo, dorme assim, ainda tá molhado, seca mais, embola menos, penteia. O que era pra ser só uma ducha pra relaxar vira uma via crúcis. Um calvário.
À luz das notícias deita na cama e o relaxar dos músculos é interrompido quase instantaneamente com a sensação de não ter dormido nada, sensacao que o despertador intermitente ajuda a reforçar.

Como tem gente que gosta de sofá-cama?

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