Dia que vem e vai.

​Mais um 18 de Julho vem, mais um 18 de Julho se vai. Mas eu ainda não sei dizer o quanto dói. Ou se ainda dói. O quanto dói, na verdade. A dor há de ser eterna. Tal qual a saudade. Mas dessa vez, diferente dos anos anteriores, te carrego comigo eternamente. Gravado na pele.

Homenagem justíssima para alguém que eu sinto mais falta do que do meu próprio pai.

É um 18 de Julho cinzento. Amarrado. Difícil. Mas consegui captar, em parte, tudo o que você representou e representa

O barco de papel no meio do mar revolto, resistindo, só mostra que, apesar de tudo, a vida pode ser muito boa sim. Intensa. Aventura pura. E acabar de maneira repentina, como o mar dissolvendo o papel, deixando nada que não restos e memória.

A música tema-poema é a que me acalmou num dia que eu quero nunca mais viver. Que eu sei que nunca mais vou viver. Talvez seja a que tenha me confortado mais. Talvez a que tenha amenizado mais. Mas nunca foi uma música só. Desde sempre se propôs a ser algo além.

E o nome do barco, nossa família, que eu vou perpetrar e carregar para além dos tempos. De um jeito ou de outro.

Mais uma vez digo algo que deveria ter sido expressado em todos os aniversários até 2013, e reforçado nos agora três que já se foram.

TE AMO, Ronaldo Lessa. E torço pelo dia que nos reencontraremos.

A benção, meu padrinho.

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