Precisei falar 

Depois de uma semana chata e fraca, a Sexta começou com os mesmos traços das outras matutinas rotinas. Traços morgados, atividades arrastadas, cabeça batendo na mesa, buscando acordar, de alguma maneira, pruma vida que deveria ser minha. De alguma maneira.

Café, trabalho, jogos, nada adiantava. Nem textos me vinham da mente pras pontas dos dedos, tamanha a inutilidade que a última semana fôra.

E como numa doença, o riso me acometeu. De nervoso. De esperança. De medo. De algo melhor tem que vir.

Desesperançoso me lancei até o último desafio que restava, uma consulta odontológica que vem, até agora, mudando algumas coisas.

Incrível é ver como uma conversa, que viraram duas e virarão mais, tem de fato a habilidade e capacidade de transformar algo. Te faz sorrir depois da meia-noite de um Sábado, estando você no banco do carona indo pra casa. Te faz lembrar dessa preciosidade que é a vida. E como ela pode ser sensacional, nas menores nuances. 

A gente escreve texto pra alguém que talvez não leia. Do mesmo jeito que cria esperança pra algo que sabe ser das menores probabilidades. Um raio cai duas vezes no mesmo lugar? A casualidade veio para marcar novamente? Ou pra me trazer um texto?

Ou pra me trazer você?

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