Verdade seje dita

Subo e desço. E com a mesma impressão permaneço. Faço sim poesia linear, enquanto as nuvens escondem esse belíssimo luar. Luar esse que remete ao brilho choroso dos teus olhos, cheio de trejeitos e jeitos charmosos. Que de nada servem que não querer cada vez mais tua presença, me livrando dessa ausência de mim mesmo que tanto tenho sofrido e contido.

Esses quatro cantos de paredes e ônibus que sabem bem os pensamentos que se extravasam, se espelham, rebatem, me batem, numa tentativa de me acordar. Mas acordar pra quê, que não você?

Esse verde que se enegrece pelo cinza, esse tempo que não passa, a janela aberta que permite uma brisa, me vendo implorar, rezar, xingar “me abraça”.

Verde também que vai ganhando tons de renovada esperança, trazidos, por algum motivo que sempre me faz rir, lembrando pura e simplesmente de você. São aqueles tais mistérios da vida que não se tem resposta. Só se sente. E que sentimento bom.

Perdi a rima, o ponto, o prumo, a fala.

Que bom.

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