E rufam os tambores

Expectativa, esperança, ilusão, vontade. Tudo mata. Tudo corrói. Tudo deixa o ser humano em frangalhos. Tudo devasta. Desola.

Chega o momento do quase. As trombetas soam. Os tambores anunciam. A atração principal está para acontecer. Tudo emudece. E ninguém ousa respirar diferente da toada. Seria ousadia demais. Piscar nem se fala. Os olhos chegam a lacrimejar. A tensão, estática, percorre todo o ambiente.

E um empurrão no peito desperta. A boca, seca, não sabe reagir.

E nem eu.

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