Devaneio-veio.

Uma vez mais subindo, indo e vindo a tal da serra que insiste em acinzentar o verde que tanto tenta se fazer presente. Ouvindo uma música tranquila e serena, pensando no que ainda há de acontecer na semana me deparo com uma extrema insegurança.

Nervoso que fico, procuro me atentar para não deixar o carro escapar às mãos agora trêmulas, incertas, inaptas a cumprir o papel primordial de segurar o volante, guiar o caminho até minha casa com segurança e, vez ou outra, realizar a mudança de marcha.

Tento me concentrar novamente no som que sai e ecoa por toda a estrutura metálica do carro mas está, e é, difícil. A incerteza do amanhã me consome. A falta de foco me faz, novamente, perder o controle. Pisco, buscando salvação. E a cada tentativa falha, minha alma se estraçalha, perdendo a batalha, como se ferida por uma navalha. É cruel, assim como a possibilidade de ir de encontro a um muro, uma ribanceira, um poste.

Por fim o devaneio que me assolava enquanto no ônibus a caminho do trabalho se vai. E de fato há um acidente na famosa rodovia que trespassa uma verde montanha e inunda de rugidos provenientes de motores o ambiente que deveria ser possuído e disputado por qualquer animal que faça tamanho barulho. Eu vi o futuro enquanto estava distraído? Eu vi a cabeça de quem estava, assim como eu, perdido?

Merda.

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