A volta

Um dia desses me peguei memoriando. Não pensando. Não lembrando. Memoriando.

Percebi, de alguma maneira, que algo de errado não estava certo.
Me pregava peças a cada vez que tentava memoriar-me de algo.
Quebrava minha mente tentando alcançar resultados que dançavam na frente dos meus olhos.

Era um déjà vu pior que o outro, que se entremeavam e se intensificavam a cada vez que eu me forçava, me combalia, me instigava a ir adiante numa tentativa de entender o que se passava.

Sofri, suei, chorei, sorri.
entendi. minúsculo mesmo, pois era como me sentia naquele derradeiro momento.

Memórias são melhores do que o acontecido em si.

E a dança de sentimentos, em curtos movimentos, de intensos pensamentos, abrandou.
Em meus olhos, pesou. Minha consciência…
Consciência?
Com ciência?
Não tomei ciência de quando se foi.

E preso, em ilusões, me fui.

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