De ônibus

Eu, vivendo, vi vindo. Parecia estranho algo voando àquela hora da noite. Seria um morcego? Olhos marejados por um bocejo me fazendo não saber discernir formas escondiam tanta coisa que nem sei.

Preocupação, medo, amor, terror.

Terror?

Terror!

Morcegos não são laranja. Não se aproximam numa velocidade desumana. Não invadem ombros de gente suburbana.

Muito menos estilhaçam vidraças de ônibus em mim.

Até se alimentam de sangue, mas não fazem vazar ou respingar tanto líquido rubro assim.

Algo de errado não estava certo, e tudo passava em câmera lenta enquanto eu socorria o transeunte atingido, combalido, caído.

E ao piscar, não é que era um desvario?

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s