Vida, la viva

Sempre que a gente pensa em apelidos carinhosos entre casais, tem um que me pega muito.

Ver uma pessoa chamando a outra de vida é engraçado. É como se toda a existência dela se resumisse a um outro ser humano. Mas tudo isso é devaneio mesmo, o que importa é chamar quem você quiser, do que você quiser. E tá tudo bem.

Tinha pensado, na verdade, em outra coisa pra falar. Mas tem relação com isso aí. Ontem, no psiquiatra, ele falou tanta coisa que eu precisava ouvir que eu nem sei como saí de lá sem dar um abraço nele e chamar ele de melhor médico do mundo. E uma das coisas que ficou muito na minha cabeça foi o fato de ele dizer sobre o quanto é importante eu me amar. E que só então eu seria capaz de ter paz para resolver o que precisa ser resolvido. Internamente, claro.

E engraçado que, junto com isso, ele me pediu pra viver dia a dia. Dia a dia. Por que é que se conecta com o parágrafo acima? Porque aí a cada dia você tem uma vida nova se iniciando. E é mais fácil de associar alguém à ela. Se referir a alguém como vida.

Salvar a vida de alguém. Seria como salvar o dia, né?

Sabe, vida, ou Vida, tem sido bom estar sendo salvo, diariamente.

Como? Por que? Será mesmo? Sim.

E prometo ficar melhor para poder te proporcionar o melhor, vida. Ou Vida.

Enfim, tu mesmo, dona dos olhos mais bonitos do Universo. Da vida. Ou Vida.

Ônus e ônus.

O WordPress vira e manda um “howdy?”

Mané howdy, rapá. Tem que falar português, do bem dito. Nada de Inglês. Plena Terça, cheia de coisa pra fazer e viver, e tu metendo essa.

Dito isso, que semana. Ainda é Terça e já parece que tamo na Quinta, 22h. Na hora de acabar a semana fora de casa já.

Mas aí Quinta 22h me fará, essa semana, ter que ir pra longe. De você.

Acho que já escrevi tanto hoje que acabou o que tinha pra dizer. Talvez. Enfim.

O Ode seja.

Ontem fui ao cinema assistir à Odisseia.

E depois de uma odisseia pra chegar até o local, a saga começou. E apesar de ter iniciado e popularizado a trajetória do Herói em seus versos, ontem não tinha herói, monstro, sobrenatural.

Na verdade, lembrei agora, tinham dinossauros, cães selvagens, congelamentos. Tinham obstáculos em corredores estreitos, temores, vontades, sonhos. Será que era uma epopeia? Acho que não. Epopeia trata sobre um, a aventura não era solo.

Fiapos enormes de manga cerceavam os protagonistas. Verdades e primeiras vezes também.
É, falei sobre não ter sobrenatural, mas teve um bocado de coisa diferente.

Num filme de duração tão longa, mas que teve só a primeira, minúscula, parte do todo exibida ontem, muitas pontas ficaram soltas. Perguntas sem respostas. Quantas continuações serão? Os protagonistas cansarão e serão substituídos quando envelhecerem? Será uma saga que durará 2, 5, 15 anos? Terão spin-offs?

Possibilidades aos montes surgem. Franquia de sucesso? Geralmente quando filmes assim mexem com a audiência, a tendência é essa, segundo Hollywood. Mas o objetivo não é o lucro, mas sim conquistar o coração dos envolvidos, marcar de alguma forma, positiva. Ressignificar o que é sucesso comercial no cinema. O ponto é não ter pressa, desenvolver o que precisa ser desenvolvido, criar um vínculo com os personagens.

E se uma delas for mãe? E se o par romântico for pai? Eles funcionarão? Como isso acontece nas telas?

Telas, belas, aquelas, dos teus olhos.

10/08 ou 08 de 10?

Há canto(rias) que vêm para o bem. Não males. Quer dizer, males também.
Mas não é o caso hoje. Hoje não teve male. Teve bem. Teve bom. Humor. Teve também mais o quê?
Teve prompt. De prontidão.
Cacete, quase me rendi às distrações três vezes antes de terminar de escrever.

É difícil às vezes conseguir pensar pensamentos, organizar desorganizações, sorrir sorrisos, cantar canções.
Mas acredita que tenho conseguido? Nem eu. Até porque nem sempre consigo. É difícil. Mais do que me lembrava.
Mais do que deveria ser? Cada semana é uma coisa diferente com essa história de medicação.

“Por que que alguém canta? Por que que alguém canta? Para espantar males, para expressar alguma coisa, para se distrair… Não existe cantar por cantar. Quem canta por cantar não canta, declama. Não é? Então… Tô cantando porque tô feliz. Feliz no simples.”(…) “Tô, né. Tô. Não posso? Tô. Se não puder, me fala. Que não vai mudar, é só pra você ficar ciente mermo”

Quem canta Led Zeppelin em plena Segunda? Que loucura.

Tus ojos

Engraçado esse negócio chamado vida.

Há até pouco tempo atrás eu estava em choque por não conseguir escrever e ler mais, saindo absorto do cinema por ter perdido tudo que me ligava à literatura num geral. Chegue até a falar com a psicóloga que sentia falta disso e que não sabia onde tinha ido parar. Mas já diria o meme:

“De repente ele para… Ele olha… E aí, ele a vê… tal qual um sonho… Quem ela é ou de onde veio? Nem ele o sabe, e nem lhe importa, (…)”

A vê, não tanto nem quanto e tampouco como gostaria. Mas a vê. Sem que ela saiba, sem que ela perceba, talvez só pensando se ela também, em algum momento, busca, de alguma forma, um consolo, um sorriso, um algo diferente.

Não sei se é certo, tão certo ou quão certo, o fantasiar. Se deveria existir, já nem questiono. Faz bem, mantém o mundo girando e é o que fornece a tal vontade pra muita gente por aí, e tenho certeza absoluta que estou nessa.

Mas algo que não tenho certeza é sobre… Sobre… Tá vendo, nem sei sobre o quê tô falando mais. Falando? Divagando. Devagar se vai ao longe, e longe queria ir. Contigo me parece uma boa ideia.

Só pra ver, uma e outra vez, teus olhos. Próximos, talvez a ponto de se fechar. Iluminados, a ponto de se modificar. Expressivos, a ponto de se comunicar.

Erick Tavares da Silva

Eu levei mais tempo do que devia pra começar a escrever esse texto. Eu provavelmente não deveria estar aqui fazendo-o. É que sempre se torna muito mais fácil a gente guardar o sentimento pra si e nunca falar abertamente sobre, até que aconteça algo que torne impossível de falarmos pessoalmente sobre aquilo.

Se me perguntarem como a nossa amizade começou, eu digo, na mesma hora: começou porque era pra ser.
Como, no meio de tanta gente que se alista, logo dois vizinhos de bairro iriam se encontrar. Com um empurrão do cara lá de cima. Se eu fosse falar sobre o início de tudo, eu diria que foi intenso, né? Eu tava passando por tanta coisa na época, você também, e só vivia cansado ainda por cima.

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Algo que eu nunca vou esquecer, e que realmente me pegou agora de manhã, é o fato de que eu usava esse mesmo blog à época e você me dizia que me via velho, escrevendo, com um copo de uísque. Eu só não estou bebendo porque são 9:25 da manhã, mas o de ontem à noite conta?

A gente viveu tanta coisa nesses 11 anos de amizade recém-completos que fica difícil de definir qual foi o ponto mais importante, já que foram tantos. Teve quando a gente levou meu irmão pra fazer trilha e ele se cagou de medo quando chegamos na beirada do Andaraí Maior.

Tiveram a vez que pegamos o carro da minha mãe sem pedir e eu não tinha carteira ainda. Os aniversários meus que tu ia e os teus que eu tive dificuldade de ir recentemente e eu sempre ligava antes dizendo que não iria.

Foram tantas miudezas e grandiosidades que eu realmente não sei dizer mais muita coisa. Talvez eu não envelheça a ponto de ser o velho escritor e bebedor de uísque, até porque o dom da escrita tem me fugido um pouco mais a cada dia.

Mas você pode ter certeza que eu serei o amigo que não esquece.

Não vou esquecer dos milhões de estilos capilares que você apresentou, das infinitas vezes que tu me sacaneou sobre minha barba, das poucas vezes em que seu joelho te permitiu jogar uma pelada comigo e das 3 vezes que tentamos emagrecer correndo no Engenhão junto com uma tentativa de eu te usar como ajuda pra prática de Futebol Americano.

Vê, a escrita tem me abandonado, tal qual eu a ela, a ponto de eu não saber como terminar esse texto. Talvez porque eu não queira também acreditar que tua vida tenha terminado.

Um dia eu juro que termino esse texto, meu amigo. Juro.

Por agora, fica um pedido: vai com Deus.

Hoje

Madrugou e adentramos o dia 17/03/2020.

17+03 = 20.

Dia de São Patrício.

Dia de Artemis dos Santos Lessa se mostrar pro mundo e trazer luz pra todos aqueles que terão a sorte de conviver com ela.

Esse texto era pra ser um diário do dia do parto, mas não sei se o conseguirei fazer. Pensei em várias coisas para falar aqui também, mas não sei o que vem por aqui.

Não me ocorre e nem passa nada em mente sobre como o dia de hoje pode vir a ser. Não tenho ainda ideia de quão impactante a mudança que nossa Deusinha chegar trará em nossas vidas.

É um momento de confessar que não sei o que fazer, ou como reagir.

A princípio.

Quer saber? Que se foda tudo.

HOJE É DIA DE ARTEMIS DOS SANTOS LESSA, PORRA.

Das saudades que vêm

Saudade é algo engraçado de se conceber.

É algo diferente de se viver.

Saudade é maldade.

Ou bondade.

Saudade é algo tão único, que só existe no Português. Nenhuma outra língua no mundo consegue traduzir esse sentimento como nós.

E saudade é questão de viver. Você acumula experiências, saberes, seres, prazeres, e, quando se vê, está pensando em todos eles.

Eu, por exemplo, estou deitado enquanto escrevo. Me preparei pra dormir, mas algo me instigava a mente. Atiçava. Pensei em escrever quando acordasse, mas não daria certo. E se tornaria saudade da ideia boa que tive nesse instante.

Escrevo porque estou com saudade. Saudade recente, saudade distante. Saudade presente, saudade angustiante. Saudade que me aproxima e saudade que nem me olha.

De tanta saudade que sinto, e de tanta que me acomete, nada mais justo que comparar com outra saudade que tenho:

O mar.

Sentir saudade é como a marola. Movimento e momento natural, que vem e vai, te empurra, te distrai, mas que sempre tá ali, independente à tua vontade.

Saudade que eu tava de escrever assim…

Farpa+ela

Enquanto eu tô aqui, sentado nesse ônibus, você está aí.

Fazendo o quê? Não sei.

Pensando em quem? Tampouco.

Ó, nesta mente, você tem perpassado através de muitos pensamentos. Muitas ideias. Muitos futuros, que podem se concretizar ou não.
E se já se concretizaram? Não sei.

O que sei é que, como todos os que já passaram por estes meus olhos e versos, há uma farpela sua em mim, que insiste em positivamente incomodar.

Voltar a escrever, voltar a querer. Doa a quem doer, voltar a ser.

Honestamente?

Não sei o que ou como te dizer.

Faltografia

Sábado percebi uma questão muito importante. Na urgência e necessidade de registrarmos tudo o que é possível, acabamos, por vezes, deixando de aproveitar ao máximo o que está ao redor. Explico já.

Era aniversário de amigo meu. E um terceiro amigo, em comum de todos nós, que hoje mora em Praia Grande-SP, veio pro Rio para resolver problemas (a vida adulta é feita disso, não?).

Almoçamos nós três, depois festejamos nós três também. Nos perdemos nas horas, que passavam com a crueldade de um encontro que só se repetirá sabe-se lá quando.

Aí sugeri registrarmos aquilo em foto, para que pudéssemos incluir mais um numa galeria que parece infindável.

Porém, as urgências da vida, as horas que já se tinham ido, e as demandas do que envelhecer acarreta nos impediram de perder tempo com algo que não nos colocarmos a par de tudo o que mais importa: a vida de quem amamos.

Porra, Thiago e Felipe, namoralmente, AMO VOCÊS.

P.S.: uma questão para vocês: o quão difícil é, para vocês, se declararem pra amigos?